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APESAR DA TENTATIVA DE DESMONTE, O DIA 30 DE JUNHO FOI UM IMPORTANTE DIA DE GREVE E MOBILIZAÇÕES

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Bancos fechados e importantes capitais com paralisação dos transportes públicos, bem como servidores públicos, petroleiros, metalúrgicos e diversas categorias. Essa foi a marca do dia 30.  Apesar do boicote das centrais sindicais, o dia 30 de Junho foi marcado por um importante movimento de paralisações, atos públicos e “trancaços” de ruas. Foi uma importante jornada de Protesto Nacional. Houve atos públicos nas capitais e em diversas cidades médias dentre as quais destacamos o Rio de janeiro com 30 mil pessoas nas ruas. Em Belém, mesmo com os ônibus paralisados, mais de 5 mil tomaram as ruas, e em Santarém cerca de 2 mil manifestantes participaram do público.

O Sintsep-Pa participou dos atos públicos em Belém, Santarém, Marabá e Redenção. Tivemos paralisação em vários órgãos, dentre eles o INCRA, FUNASA e Instituto Evandro Chagas. 

 A LUTA MANTEVE-SE APESAR DO DESMONTE DA GREVE GERAL

 Desde o dia 14 de junho, quando uma reunião “informal”, entre centrais encaminhou um panfleto genérico que não chamava a greve geral, mas apenas um “junho de lutas”, assistimos sucessivas tentativas de desmonte da greve protagonizada pelas CUT, CTB bem como pelas centrais ultrapelegas (Força Sindical e UGT) que falam abertamente em negociar com o governo “melhorias” nas Reformas. Na reunião do dia 23/6 a direção das Centrais desmontou a greve geral, substituindo-a pelo chamado de “parar o país” e abandonou a defesa do “Fora Temer”.

 

O DESMONTE DA GREVE É PARTE DE UM ACORDÃO

Enquanto isso no andar de cima, o cheiro é de pizza: Aécio foi reconduzido ao Senado pelo STF, e o deputado Rocha Loures foi solto. Jader Barbalho defendeu Lula que defendeu Temer que segue defendendo as Reformas, custe o custar. Cada vez mais se costura um acordão entre os partidos políticos, o Congresso Nacional, o STF e o TSE para enterrar a Lava-Jato, garantir impunidade ao corruptos e “estabilizar” o país mantendo Temer no poder até 2018. Essa movimentação é bem sintetizada no virulento discurso de Jader Barbalho no Senado, em 01/07, na qual prega a unidade da “classe politica” contra a “vagabundagem jurídica”, se referindo à Lava-jato.

As direções  da CUT e CTB, atreladas ao PT e ao PCdoB têm seu papel nesse acordão:  frear as lutas pelo “fora Temer” preparando o terreno para o Lula 2018. Neste cenário, uma greve geral seria uma ameaça, daí a tentativa de desmontá-la. Tentativa essa que felizmente encontrou resistência na base das categorias.

Lembremos do dia 24/05, quando as direções dessas centrais costuraram acordos com a Polícia Militar do DF para que não houvesse faixas e bandeiras no protesto e depois foram as primeiras a recuar e tentar encerrar o ato quando começou a repressão policial. Essa tentativa, no entanto, foi frustrada, pois CSP CONLUTAS e diversos sindicatos, com milhares e milhares de trabalhadores não arredaram o pé e impuseram o recuo da repressão.

Esse e diversos outros fatos mostram que há disposição de luta nas bases. As desigualdades e limitações do dia 30/6 foram impostas pela cúpula das Centrais. Não se pode jogar a culpa nas categorias, como se o problema fosse a ausência de adesão por um suposto “medo de demissão”. Esses argumentos foram utilizados ano passado para bloquear a convocação da greve geral, e não se sustentam mais. A disposição de luta que existe é fruto da constatação de que não se pode tolerar mais o governo corrupto de Temer e suas reformas.

 

REFORMA TRABALHISTA PODE SER VOTADA NO SENADO AINDA ESSA SEMANA

 A aprovação das Reformas é a única garantia para que o grande empresariado não retire seu apoio ao governo Temer. Por isso o Planalto e sua Base aliada se apressam em aprovar a Reforma Trabalhista (PLC 38/2017) já que se torna cada vez mais difícil votar a Reforma da Previdência em função da crise política e do ano eleitoral.

O plenário do Senado votou na terça-feira (4), Requerimento com pedido de urgência na tramitação da Reforma Trabalhista.  A Reforma agora pode ser votada ainda esta semana, ou no dia 12/07.  A intenção do governo e passar a Reforma antes do recesso que se inicia no dia 18 de Julho.

O PLC 38/2017 modifica mais de 100 artigos da CLT, atacando direitos históricos dos trabalhadores. Mas ao contrário das centrais que buscam negociar “melhorias” no texto da Reforma, quando na verdade estão de olho em barganhar a manutenção do imposto sindical, nós defendemos permanecer nas ruas para derrotar essas reformas e o próprio governo e para isso apresentamos algumas propostas.

 

NOSSAS PRÓXIMAS TAREFAS

1 - Seguir mobilizados até derrubar Temer e derrotar as Reformas!  Propomos que nas próximas reuniões das Centrais Sindicais seja convocada uma Plenária Nacional de Sindicatos para discutir a continuidade da luta, realizando assembleias de base. É preciso realizar e exigir assembleias democráticas em cada local de trabalho para manter a mobilização. Não há dúvidas de que o melhor método para derrubar Temer, derrotar as reformas e punir os corruptos será uma nova greve geral.

2 - Construir um bloco combativo nacional!  Que CSP-CONLUTAS, os sindicatos e movimentos combativos batalhem por uma reunião unificada das organizações que foram contra o desmonte da greve e querem seguir a luta. Lutar junto às entidades nacionais combativa (ANDES-SN, FASUBRA, FENASPS) pela construção de um Encontro da Classe Trabalhadora.

 3 - Barrar o desmonte da luta e o acordão que salva os corruptos! Os trabalhadores dos sindicatos da Força Sindical e UGT devem exigir que seus dirigentes abandonem as negociações com o Ministro do Trabalho. Do mesmo modo, os trabalhadores dos sindicatos da CUT e CTB devem exigir que a cúpula abandone o acordão que salva os corruptos. Defendemos Prisão e confisco de bens dos políticos e empresários corruptos! Estatização, sem indenização, das empresas denunciadas na Lava Jato, colocando-as sob o controle dos trabalhadores. Revogação de todas as votações contra os trabalhadores e contra o patrimônio estatal durante a vigência desse esquema mafioso.

4 - Por um plano econômico alternativo, operário e popular, para sair da crise! Defendemos o não pagamento da dívida interna e externa para investir em salário, saúde, educação e um plano de geração de empregos! Estatizar o sistema financeiro, baixar os juros, taxar as grandes fortunas e acabar com as isenções fiscais para investir em moradia popular e transporte público! Por reposição das perdas salariais semestralmente, redução da jornada de trabalho para 40h, congelamento dos preços da cesta básica e tarifas públicas. Por trabalho igual, salário igual.